terça-feira, 5 de novembro de 2013

A poesia abaixo possui intertextualidade com uma obra de Carlos Drummond de Andrade.

Aluno

E agora, aluno?
O ano acabou,
a média fechou,
o colega sumiu,
e você não passou.
e agora, aluno?
e agora, você?
você que tem nome,
que tira sarro dos outros,
você que não faz nada,
não copia,
não lê,
não resolve
e não vê
que não se expressa,
nem protesta.
E agora, aluno?

Está sem sonhos,
está perdido,
está sem rumo,
está sem caminho,
já não pode faltar,
já não pode zoar,
já não adianta correr,
e você não para de crescer!
E agora, aluno?

O outro não veio,
o riso não veio,
não veio...
e tudo passou,
e tudo sumiu,
e a farra acabou.
E agora, aluno?

Se você estudasse,
se você participasse,
se você entrasse,
se você se preocupasse,
se você...
mas você não percebe,
não pensa no futuro,
você é imaturo, aluno!

Agora sozinho,
sem platéia, sem riso,
sem ninguém para se encostar,
sem ninguém para te ajudar,
sem colegas para te apoiar,
sem professores para você enganar.
E agora, aluno?

             Adaptado pelo professor de Português/Inglês, Adelino J.R.G. Nascimento.




 


 
 
 
 

 

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